05 de outubro de 2004 † 13 de janeiro de 2006 - Oi. Eu queria fazer um pedido.
Telefonistas
- Confirme seu telefone: XXXX-XXXX?
- Isso.
- No nome de YYY YYYYY?
- Sim.
- Na Rua ABCDEFGHIJK, nº 000?
- Sim.
- Perto da igreja São...
- Longuinho.
- Ah. Perto da paróquia de São Longuinho, São Paulo, capital.
- Sim.
- Qual seu pedido?
Já esqueci. Mas peço qualquer outra coisa.
- Duas esfirras de carne, duas de frango e três de queijo.
- DU-AS ES-FIR-RAS DE CAR-NE, DU-AS ES-FIR-RAS DE FRAN-GO E TRÊS ES-FIR-RAS DE QUEIJO.
- Sim.
- Nove reais e treze centavos.
- Ah. Obrigada.
- Forma de pagamento?
- Mãe! Qual a forma de pagamento? - passa um tempo- Aceita SmartCard?
- Não.
- Cheque ou dinheiro.- note o ponto final, não de interrogação.
- A escolha é sua.
- Cheque. - Ha!
- Ah. Então você poderia passar alguns dados para mim? Com a folha do talão na mão?
- Não. Quero dinheiro mesmo. - preguiça de pegar o talão é uma merda.
Caiu a ligação. Ou a mulher bateu o telefone na minha cara.
A fome é tanta que eu ligo de novo. O telefonista desta vez faz as mesmas perguntas- inclusive qual a minha paróquia-, fala soletradamente também e ainda convence-me a comprar um pastelzinho de belém.
Dez reais e quarenta e três centavos.
Pelo menos o pedido chega rápido (lógico! O tempo que a gente perde passando informações deve ser recompensado).
[ Férias setembriais. Provas, provas, provas, provas. Desejem-me sorte. ]