05 de outubro de 2004 † 13 de janeiro de 2006

Can-sei

Não quero mais ter blog. Cansei da exposição da minha vida. Matar o blog é apenas o começo.
Pretendo viver uma vida real, desligar-me dessa virtualidade.
Mudar o mundo parece impossível e acaba sendo ainda mais quando você não conhece o tamanho dele.Ainda haverá blogs bons por aí.

E as amizades que vieram com ele, pretendo manter. Agradeço a cada a amigo, a cada amiga.
Aos leitores anônimos que eu sei o nome, obrigada pela fidelidade. Aos leitores anônimos desconhecidos, espero que
tenham gostado.
Se quiserem, ainda há o MSN. Quem quiser, pode mandar músicas. Pode mandar beijos. Pode me ensinar geografia, política ou probabilidade.
Obrigada ao Fër pelo template
antigo, laranja amarelado. E obrigada, Marina, pelo último do Psicodelismo.
A vida é mais do que textos, palavras bonitas e pnemoultramicroscopicossilicovulcanoconiótico. Há sentimentos, autismo e coisas pelas quais lutar.
Um dia eu pretendo ir pra Inglaterra, conhecer a rainha, tirar sarro dos policiais carrancudos.
Qualquer dia eu posso encontrar os vizinhos no shopping. Ou até mesmo ex-colegas de escola em algum bar por aí. Podemos discutir manipulações, a obra do QUEEN ou jornalismo.
Se você encontrar alguém com cara de criança, cara de Camila, usando uma gravata amarela ou um nariz de palhaço, sou eu. Dê um tchauzinho, grite meu nome, peça um autógrafo no seu livro favorito.
Nós não podemos ficar presos aos tamanhos das nossas cidades. Quem sabe, um dia, poderemos ser seu maior ícone?

Sim. Isso é um fim.
Viver feliz para sempre só é possível quando há vida.